Lesão de Ligamento Cruzado Anterior precisa de cirurgia?

Lesão de Ligamento Cruzado Anterior cirurgia
Dependendo do nível da lesão, pode ser recomendada a cirurgia para a Lesão do LCA. Mas é importante considerar fatores como idade, nível de atividades físicas praticadas e outras condições.

Imagine que dentro da articulação do seu joelho existe uma corda, de 25 a 41 mm. Essa corda, chamada de Ligamento Cruzado Anterior (LCA), é constituída por dois grandes feixes, que durante seus movimentos diários têm a função de manter a tíbia no lugar. Tal ação é o que dá segurança e estabilidade ao seu joelho para se movimentar.

Porém, quando essa corda – a LCA – se rompe ou estira, ocorre uma lesão, seja de forma completa ou de forma parcial. Nesse tipo de lesão, a reabilitação é uma opção, mas não em todos os casos.

Dependendo do nível da lesão, pode ser recomendada a cirurgia, considerando fatores como idade, nível de atividades físicas praticadas, presença de demais lesões, entre outros. Ou seja, tudo será avaliado de acordo com a necessidade de cada um. Por exemplo, para adultos jovens, se estiverem expostos a situações de risco potencial, ou em atletas, a cirurgia é a alternativa mais viável.

Como é feita a cirurgia de LCA?

A artroscopia é a técnica menos invasiva, utilizada para a reconstrução do LCA. A partir de cortes muito pequenos o cirurgião consegue acessar o ligamento lesionado, que será substituído por um enxerto, que com o tempo passa a adquirir propriedades semelhantes às de um ligamento.

Os enxertos normalmente são tendões, que serão escolhidos a partir de análises do médico, como resposta à cicatrização, capacidade de incorporação, entre outros. Para que o enxerto seja posicionado na posição do LCA original, o cirurgião fará túneis no osso da canela (tíbia) e no osso da coxa (fêmur) e o enxerto é passado através destes túneis, substituindo o ligamento.

Após a cirurgia e a recuperação da anestesia, o paciente fica internado por cerca de uma noite no hospital, recebendo medicamentos de acordo com suas condições, curativos, e em seguida pode ir embora com alta, porém com o uso de muletas por até duas semanas, poupando assim a articulação.

Uma grande aliada no pós operatório é a fisioterapia, que auxilia na reabilitação e, posteriormente, de forma gradual, o paciente retorna com segurança às atividades de rotina e também esportivas, se assim desejar.

Agende uma avaliação para analisar o seu caso. Juntos nós vamos conhecer as melhores forma de tratamento e se a cirurgia é mesmo indicação correta.

Sobre o Dr. Bruno Pavei

O Dr. Bruno Pavei formou-se em Medicina pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), em Criciúma/SC. Fez residência em Ortopedia e Traumatologia pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e completou sua formação em Cirurgia do Joelho no Instituto Cohen, em São Paulo/SP.
É membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho (SBCJ). Atualmente possui consultório de Ortopedia e Traumatologia na Osteoclínica, em Criciúma-SC, conhecido como o maior centro de Ortopedia e Traumatologia do sul de Santa Catarina e faz parte do corpo clínico dos principais hospitais da região. Saiba mais clicando aqui.

As informações disponíveis neste site possuem apenas caráter educativo. Apenas uma avaliação com um profissional médico possibilitará o diagnóstico de doenças, a indicação de tratamentos e a prescrição de medicamentos.

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